quarta-feira, 30 de julho de 2014

ENCONTRO COM A VICIADOS EM LIVROS!



Sei que não sou a Fátima Bernardes, mas também tenho o meu encontro. 

Quem da Viciados em Livros vai? 

ENCONTRO COM A VICIADOS EM LIVROS!!

DIA 23.08 - BIENAL DO LIVRO SÃO PAULO

NA FILA DE AUTÓGRAFOS DO MESTRE COBEN

Valeu Editora Arqueiro por esse presente!


sexta-feira, 25 de julho de 2014

segunda-feira, 14 de julho de 2014

sexta-feira, 11 de julho de 2014

quinta-feira, 10 de julho de 2014

OPINIÃO DO LIVRO: "DIAS PERFEITOS"


Raphael Montes me conhecia pela Viciados em Livros e um belo dia em algum dos muitos lançamentos literários fomos apresentados. E na época ele me contou que estava escrevendo um livro e queria muito que eu lesse e opinasse. Me fez um apanhado da história e fiquei com uma grande expectativa. Era o seu primeiro livro. "Os Suicidas" lançado pela Benvirá. Simplesmente amei o livro. 

Um tempo depois, nos encontramos novamente em algum outro lançamento e ele me perguntou se eu podia ler os primeiros capítulos do seu novo livro. Por algum acaso da vida acabei não recebendo o tal e-mail, o tempo passou e nasceu então "Dias Perfeitos"  lançado agora pela Companhia das Letras. 

Quando recebi meu exemplar, respirei fundo e comecei a leitura. Confesso que fiquei com medo. Será que Raphael iria conseguir se superar ainda mais? Ainda estava com "Os Suicidas" nas veias, apesar do espaço de tempo entre eles. Mas acho que isso sempre acontece quando não se conhece um autor e nos apaixonamos pelo seu primeiro livro. Ou pelo primeiro livro que lemos dele caso ele já tenha uma penca de livros já publicados, o que não era o caso, até porque Raphael só tem 23 anos quase 24. 

"Dias Perfeitos" é um livro muito bom. A trama é interessante, porém previsível. Em termos. Difícil hoje se ter uma ideia completamente inédita para uma trama. O que vai diferenciar o escritor do Escritor é a maneira como você conta e apresenta a trama aos seus leitores. E isso faz de Raphael um Escritor. A sua trama prende o leitor, ela te captura. 

Confesso que em alguns momentos eu já previa o que poderia acontecer. E até que acertei alguma coisa, mas as reviravoltas que Raphael cria dão um toque especial ao livro e fazem você talvez acertar uma coisa ou outra. Mas ele consegue te surpreender. 

Um detalhe técnico aqui outro acolá poderia ter sido escrito de outra forma, talvez de uma forma um pouco mais real (só não conto, porque odeio spoilers e você pode até nem perceber), mas não compromete em nada a leitura nem a história.

Gosto como a mente de Raphael funciona e o fato do livro ser ambientado entre Teresópolis, Ilha Grande e Copacabana. Isso da a quem é da área um plus a mais de conseguir viver a cena com uma maior intensidade. 

A história gira em torno de Téo, estudante de medicina que mora com a mãe paraplégica num quitinete em Copacabana quando conhece numa festa a Clarice por quem se apaixona e resolve que fará de tudo para que ela se apaixone por ele também. E aí... bem, aí vou deixar o Raphael contar para vocês que vai ser bem melhor. 


Classificação:  ☻☻ 

☻ Péssimo ☻☻ Ruim ☻☻☻ Bom ☻☻☻☻ Muito Bom ☻☻☻☻☻ Ótimo

DIAS PERFEITOS - RAPHAEL MONTES - EDITORA COMPANHIA DAS LETRAS - 274 páginas 


OPINIÃO DO LIVRO: "BOB - UM GATO FORA DO NORMAL"



Quando a Editora Novo Conceito me enviou o livro "Bob - Um Gato Fora do Normal" que eu nem sabia que tinha sido publicado e tampouco sabia que já era o terceiro livro (até agora) da série que não é uma trilogia, segui meu ritual e o coloquei na fila de (muitos e muitos) livros que tenho aqui em casa para ler e disse para mim que o leria um dia. Mais para frente. Mas não foi o que aconteceu. 

Olhei para a capa e até achei o gato, no caso o Bob, muito simpático. E automaticamente me remeti ao livro "Marley & Eu" publicado pela Ediouro. Até pensei, será que agora é com um gato? 

Eu particularmente não simpatizo muito com os gatos. Mas o Bob quebrou essa antipatia. Agora entendo mesmo não o conhecendo pessoalmente o encanto que ele produz nas pessoas. Imagina então se o conhecesse. 

O livro conta a história verdadeira de Bob, o gato e de seu dono, James Bowen, que viu sua vida se transformar quando conheceu Bob.

James é um músico solitário, ex-viciado em drogas e que se apresenta nas ruas de Londres para sobreviver. E Bob que antes era apenas um "gato perdido" ganhou esse nome por causa de um seriado antigo que James adorava, "Twin Peaks". 

São muitas aventuras, mas vê-se nitidamente o carinho que ambos vão criando conforme os dias de convivência vão passando. Sem falar na amizade. É como se um escorasse o outro nos melhores e nos piores momentos de suas vidas. 

É uma história de encantamento, de superação, de amor, de amizade. 

A linguagem simples te envolve de tal forma que já traumatizado pelo final de "Marley & Eu" (tá um meio spoiler) você fica tenso e torcendo para que tudo corra bem. (vai, isso não é spoiler). 

Confesso que fiquei encantado com o Bob e com a lição de vida que é o livro. Muitos podem considerá-lo até de autoajuda, a própria editora o classifica como tal, mas então se criou no meu modo de pensar um outro tipo de autoajuda completamente diferente daquela sempre faça isso, não faça aquilo. 

Lendo "Bob Um Gato Fora do Normal" esclareço que não senti a necessidade de ter lido os outros dois primeiros livros. Não existiu - pelo menos não senti - nenhum momento em que um ponto de interrogação aparecesse e eu sentisse a necessidade de alguma informação que eu fosse ter se tivesse lido os outros dois livros. Mas agora que eu comecei pelo terceiro senti uma necessidade enorme de ler os outros dois livros, pois o Bob é apaixonante. Dá até vontade de ir a Londres, pois conhecer o Bob só por fotos - sim essa versão que li trás fotos coloridas do "Um Gato de Rua Chamado Bob". E se algum dia for pensar em ter um gato, tem que ser filho do Bob, ou algum parente. 


Classificação:  ☻☻ 

☻ Péssimo ☻☻ Ruim ☻☻☻ Bom ☻☻☻☻ Muito Bom ☻☻☻☻☻ Ótimo

BOB - UM GATO FORA DO NORMAL - JAMES BOWEN - EDITORA NOVO CONCEITO. - 205 páginas 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

SORTEIO DO LIVRO: "SEIS ANOS DEPOIS"



A Viciados em Livros em parceria com a Editora Arqueiro traz para vocês mais uma vez o fabuloso Harlan Coben que já vendeu mais de 60 milhões de livros no mundo e primeiro lugar na lista de mais vendidos do The New York Times.

"SEIS ANOS DEPOIS" - HARLAN COBEN

Para participar basta entrar na aba "Promoções - Sorteie.me" ou acessar pelos links abaixo:

https://www.sorteiefb.com.br/tab/promocao/361294

http://bit.ly/Seis_Anos_Depois

quinta-feira, 26 de junho de 2014

DICAS DE PORTUGUÊS: PALAVRAS QUE MUDARAM DE SENTIDO




DICAS DE PORTUGUÊS: PALAVRAS QUE MUDARAM DE SENTIDO

A etimologia estuda a evolução das palavras não só na sua forma, como também no seu sentido. Não são raros os vocábulos que com o tempo sofreram alteração de significado.

Almofadinha

Além do diminutivo de almofada, a palavra passou a designar pejorativamente o homem que se veste com muito requinte. Esse novo sentido surgiu em 1919, quando alguns rapazes elegantes e delicados realizaram, em Petrópolis, cidade do Rio de Janeiro, um concurso beneficente para premiar o jovem que bordasse e pintasse a mais bela almofada.

Aquário e piscina

Aquário veio do latim aquarium (tanque, reservatório de água, bebedouro para o gado), formado de aqua (água). Piscina veio do latim piscina (viveiro para peixes), formado de piscis (peixe) — daí pisciano, quem nasce sob o signo de Peixes. No português, as duas palavras acabaram ficando com os sentidos trocados: hoje aquário é um viveiro de peixes e piscina (que já significou popularmente “reservatório de água para a criação de peixes”) é um reservatório de água.

Armário

Você já deve ter questionado se armário não deveria ser um lugar para guardar armas. Pois já foi, faz muito tempo. A palavra veio do latim armarium, com esse sentido: lugar onde se guardam armas. Mas ainda no latim a palavra teve seu sentido ampliado para guarda-louça, cofre, biblioteca e caixão. 
Atualmente, em português, é um móvel para guardar objetos variados.

Autópsia

Veio do grego autopsía: auto (de si mesmo) + opsis (exame). No início, a palavra tinha esse sentido de exame de si mesmo. Depois ganhou popularmente o significado indevido de exame médico de um cadáver e assim ficou em diversos idiomas.  A palavra correta para designar o exame de um cadáver é necropsia, palavra que veio do grego necro (morte) + opsis (exame).

Barbeiro

O nome do profissional veio de barba + a terminação designativa de profissão -eiro (como em padeiro, costureiro). No Brasil e em Portugal, até as primeiras décadas do século XIX, os barbeiros também praticavam odontologia e medicina. Chegavam até a fazer pequenas cirurgias. Não é difícil imaginar o resultado desastroso produzido por um barbeiro tirando um dente ou fazendo uma punção. E, assim, também não foi difícil a palavra barbeiro ganhar o sentido de  “indivíduo que não é hábil na sua profissão”. Daí se formou barbeiragem como sinônimo de incompetência. Com relação ao barbeiro, o inseto, seu nome popular veio do fato de ele chupar o sangue da sua vítima quase sempre no rosto, enquanto ela dorme. O barbeiro, na verdade, não tem nenhuma predileção por rostos. É que, quando dormirmos, essa parte do corpo se acha sempre descoberta e à mercê do maldito.

Brigadeiro

A palavra veio de brigada com a terminação -eiro.  O docinho apareceu logo depois da Segunda Guerra Mundial, quando era grande o racionamento de açúcar, leite e ovos no Brasil. Uma dona de casa, muito prendada na cozinha, resolveu fazer um doce sem esses ingredientes e misturou leite condensado com chocolate. Ela mesma batizou a delícia com o nome de brigadeiro, em homenagem a um homem que admirava: o brigadeiro Eduardo Gomes, candidato à Presidência da República nas eleições de 1945 (acabou vencido por um general, Eurico Dutra). Infelizmente, desconhece-se a identidade da extraordinária inventora. Ganha um doce quem desvendar o mistério.

Emboscada

Veio do italiano imboscata, derivado de imboscare (daí o português emboscar), que significava originariamente esconder animais ou pessoas num bosque e foi formado de bosco, bosque. Quem faz uma emboscada esconde-se para atacar de surpresa. Em português, emboscado também tem o sentido de “escondido no bosque”.

Escapar

Originalmente a palavra significava “livrar-se da capa”, deixando-a nas mãos do perseguidor. A palavra veio do latim vulgar excappare, formado do prefixo ex- (movimento para fora, separação — como em exportar) + cappa (capa) + -are.

Expresso

Veio do latim expressu, espremido, comprimido. Já o café expresso veio do italiano caffè espresso. Tem esse nome não por ser feito rapidamente, mas sim porque resulta da compressão de vapor ou água fervente através de minúsculos grãos de café. A palavra expresso aplicada a meios de transporte (trens, ônibus...) se originou do inglês express. 

Lanterna

Veio do latim lanterna, archote, lampião. Foi na França que a palavra ganhou o sentido de “último colocado numa competição”. A mais importante corrida de ciclistas no mundo, desde 1903, é a Volta da França, que dura 22 dias e tem um percurso de aproximadamente 3.400km, passando por várias cidades. O último colocado nessa competição passou a ser chamado de lanterne rouge, em associação com as luzes vermelhas que aparecem como sinal de alerta no último vagão das composições ferroviárias. A expressão foi parar em Portugal traduzida para “lanterna vermelha”. No Brasil se reduziu simplesmente a lanterna ou lanterninha.


Fonte: Professor Sergio Nogueira - via G1